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Agroindústria 23 ago 2026 6 min de leitura

Agroindústria: a próxima safra de produtividade vem do dado

A Siemens colocou em uma frase o que decide a competitividade da agroindústria brasileira: eficiência produtiva, gestão energética e tecnologia, juntas. A boa notícia: nada disso exige trocar a planta. Exige medir o que ela já produz.

Agroindústria: a próxima safra de produtividade vem do dado

O problema

A safra não espera. Numa esmagadora de soja, numa usina, num terminal de grãos, a janela de processamento é ditada pelo campo e pelo mercado, não pelo cronograma de manutenção. Cada parada não planejada na moagem come margem que não volta. E energia, um dos maiores itens de custo do processamento agroindustrial, ainda é tratada em muitas plantas como conta a pagar, não como variável de processo que se otimiza em tempo real.

O padrão que vemos em campo é o mesmo que a indústria brasileira mostrou no agregado: parque físico razoavelmente investido, camada de dado quase ausente. Produção num sistema, manutenção noutro, laboratório em planilha, energia na fatura do mês. Cada um enxerga um pedaço. Ninguém enxerga a planta.

O que mudou no mercado

Em 17 de agosto, a Siemens no Brasil reafirmou publicamente a tese, pelo BrasilAlemanha News (veículo da Câmara Brasil-Alemanha): a busca por produtividade tem levado agronegócio e indústria a investir em automação, eletrificação e digitalização, e a integração dessas tecnologias "permite otimizar a produção, reduzir desperdícios e aumentar a confiabilidade operacional" em setores como alimentos e bebidas, químico e farmacêutico.

Dois pontos da fala de Fábio Koga, CEO de Eletrificação e Automação da Siemens no Brasil, merecem atenção de qualquer diretor industrial do agro.

Primeiro, o caminho não é rasgar a planta: segundo a Siemens, as soluções podem ser adaptadas a diferentes portes de operação e aos equipamentos já instalados conectando sistemas existentes e reduzindo a necessidade de substituições completas da infraestrutura produtiva.

Segundo, energia virou pauta de produtividade: o Brasil reúne condições favoráveis de matriz energética (eólica, solar, hídrica, biocombustíveis), e a integração entre bioenergia, eletrificação e digitalização tende a ganhar relevância na busca por previsibilidade operacional. A Siemens está rodando o país com essa pauta no Automation Tour 2026.

Eficiência produtiva
menos parada não planejada, OEE comparável entre linhas
Gestão energética
energia como variável de processo, não só conta a pagar
Tecnologia
conectividade sobre o parque já instalado, sem troca completa
Tese: Siemens (BrasilAlemanha News, 17/08/2026), não da TDi.

Como isso vira resultado na prática (ângulo TDI)

A Siemens descreve o destino. O trabalho da TDI, integradora Siemens Xcelerator, é o trajeto, sobre o parque que já existe.

1. Conectar sem trocar. Industrial Edge conversa com o chão de fábrica que a planta já tem, do CLP moderno ao equipamento legado, e leva o dado para onde ele vira decisão. É a resposta técnica exata à frase “conectar sistemas e processos já existentes”.

2. Medir energia como variável de processo. Com Insights Hub, consumo energético deixa de ser fatura e vira indicador ao lado do OEE: kWh por tonelada processada, por linha, por turno. Desperdício de energia aparece no mesmo painel que desperdício de produção.

3. Executar com contexto. Opcenter Execution Process organiza a execução em processo contínuo e batelada: ordens, genealogia de lote, perdas e paradas com causa registrada. É o que transforma “a moagem parou” em “a moagem parou por isto, e não vai parar de novo pelo mesmo motivo”.

4. Liberar qualidade no ritmo da safra. O laboratório é o gargalo silencioso do agro: lote pronto esperando análise é capital parado e caminhão na fila. Opcenter Execution Lab (LIMS) coloca fila, priorização e liberação de análise no mesmo tecido de dados da produção.

A TDI conhece esse terreno por experiência direta: atuamos em agroindústria brasileira, incluindo o trabalho com a Caramuru, e o grupo PLMX cobre da instrumentação (N0) ao sistema corporativo (N5) na arquitetura ISA-95. Piloto que vira escala, com governança.

A prova

As afirmações de ganho acima são da Siemens, com base na experiência global da companhia. A fonte está no fim do artigo. O que a TDI acrescenta é o método de implantação no contexto brasileiro: começar pelo diagnóstico de dado (o que a planta já mede e não usa), atacar primeiro o indicador de maior alavanca (em geral, energia e OEE), e só então expandir para execução e laboratório. Sem big bang, sem substituição completa, exatamente como o artigo descreve.

Próximo passo

Se a sua planta processa safra e ainda enxerga energia só na fatura, o diagnóstico é o começo. Fale com a engenharia da TDI e descubra o que o seu parque atual já é capaz de mostrar.

Fontes
Diagnóstico de dado energético e OEE

A sua planta vê energia só na fatura do mês?

Uma conversa com a engenharia da TDi levanta o que o seu parque já consegue expor hoje sobre energia, OEE e execução, e desenha um piloto de uma linha com indicador antes e depois. Sem trocar equipamento, sem parar a safra.

Falar com a engenharia
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